quinta-feira, 10 de abril de 2014

Insatisfação Contemporânea


Quem nunca olhou pro céu e se sentiu insignificante, diminuto, microscópico e principalmente preso?
Quanto mais eu leio, quanto mais procuro sobre questões de grandeza literalmente astronômica, mais fascinado e frustrado fico. Ao passo de que nós humanos desenvolvemos teorias e vislumbramos eventos tão gigantescos e fantásticos, anos-luz daqui; somos limitados a isso. Podemos apenas vislumbrar. Apenas inferir o que há lá fora. Calcular massas, órbitas, campos gravitacionais e afins. Isso me intriga muito e ao mesmo tempo me incomoda. Sou ansioso demais. Nasci na época errada.

Enquanto leio artigos e artigos, mais claramente me lembro da criança que eu era, decepcionada com a humanidade por, na passagem do ano 2000, ainda não haver carros voadores e espaço-naves pelo céu, como um enxame futurista, indo de uma cidade para outra sem se preocupar com fronteiras estúpidas.

Ainda me frustra o fato de sonhar com o futuro e saber não estar aqui pra testemunhá-lo. Creio que muitos partilham dessa opinião. Somos crianças olhando para uma extraordinária gama de possibilidades, através de uma fresta da porta de aço composta por crendices e superstições que minaram os que sonharam com tudo o que nós, hoje, sabemos ser real.

Eu queria ver as estrelas de perto.
Devia ter sido astronauta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário